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Rua Tenente Silveira, 494 — Centro
Florianópolis/SC — Brasil
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Representação histórica de Desterro, atual Florianópolis. Fonte da reprodução: ND Mais.
Entre Santa Catarina de Alexandria e o Estado brasileiro que leva seu nome existe uma ligação histórica que antecede em quase cinco séculos a chegada de suas relíquias a Florianópolis.
O nome Santa Catarina foi inicialmente atribuído à ilha e, posteriormente, estendeu-se ao território continental. Esse percurso acompanhou a formação histórica do território catarinense.
A tradição histórica mais conhecida associa a denominação da Ilha de Santa Catarina ao navegador Sebastião Caboto, que esteve na região em 1526.
As referências reunidas para esta história registram que a escolha do nome estaria relacionada a Santa Catarina de Alexandria, cuja memória é celebrada em 25 de novembro. Uma versão também associa a denominação a uma homenagem de Caboto à sua esposa, Catarina.
Diante dessas diferentes explicações transmitidas pela historiografia, parece mais prudente não reduzir a origem do nome a uma única motivação. O que se pode afirmar é que, desde o século XVI, o nome Santa Catarina se fixou na geografia e, progressivamente, na própria identidade histórica do território.
O nome que inicialmente identificava a ilha ultrapassou seus limites geográficos. Ao longo da formação administrativa e política da região, passou a designar sucessivamente a Capitania de Santa Catarina, a Província de Santa Catarina e, posteriormente, o Estado de Santa Catarina.
Assim, o nome da Santa permaneceu inscrito na história catarinense através das diferentes etapas de formação do território.
Mais do que uma simples referência geográfica, essa denominação favoreceu também uma relação religiosa e cultural com Santa Catarina de Alexandria, reconhecida e venerada como padroeira do Estado.
Durante séculos, a ligação entre Santa Catarina de Alexandria e o território catarinense permaneceu sobretudo expressa no nome e na devoção à Santa.
No ano 2000, essa relação ganhou nova expressão. O Governo do Estado solicitou uma relíquia da Padroeira, e a mediação da Igreja Ortodoxa conduziu à missão de Monsenhor Angelos Kontaxis, então reitor da Igreja São Nicolau, ao Monastério de Santa Catarina, no Sinai.
O pedido, a viagem e a concessão da relíquia abrem o próximo capítulo deste percurso. Os registros desse processo estão reunidos em Documentos e cronologia.
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